Impressões italianas!

Acabo de voltar do Monster Day, realizado hoje nas concessionárias Ducati do Brasil, onde fiz o Test-Ride da Monster 796. Para quem está acostumado com as japonesas como eu, é uma moto bastante “excêntrica”, então decidi postar algumas breves impressões para que as pessoas conheçam um pouco mais.

A Monstrinha

A Monstrinha

Começando pelo atendimento na concessionária Ducati Cidade Jardim: Exemplar. Muito atenciosos. Fui atendido pelo vendedor Daniel.

Primeira impressão ao subir na moto: cadê o painel e os retrovisores? É preciso olhar para baixo para enxergá-los, muito estranho em um primeiro momento. Sem nada a vista, dá a impressão de que se está “em cima” da moto e não “dentro dela” como acontece com a Bandit ou acontecia com a Fazer.

Segunda impressão, ao manobrar a moto ainda desligada: É como manobrar uma 250cc, muito leve e compacta! Gostei demais desse aspecto.

Terceira impressão, ao ligar a moto e sair do lugar: Aqui começam as excentricidades… Para que a moto saia de forma lisa e sem trancos, tem que ter jeito com a embreagem, que apesar de bastante leve, é como se não se entendesse muito bem com o câmbio/ motor nesse momento.

Mas a má impressão melhora ao começar a se movimentar. Em baixa a moto vibra, chacoalha, reclama, mas à medida que as rotações vão subindo, o sorriso no rosto vai aparecendo. Ela simplesmente odeia andar devagar e implora para ser levada ao limite. Nunca experimentei algo assim! Na Bandit, ultrapassei os 8000rpm apenas três vezes nos nove meses em que estou com ela e não sinto a menor vontade de fazer de novo tão cedo. Já na Monster, em pouco menos de meia hora de teste, eu queria andar com a rotação lá em cima o tempo todo só pra sentir o coice e ouvir o ronco. E que ronco! Nunca me importei com esse detalhe em moto alguma até hoje, mas o da italiana é apaixonante!

Dois incômodos foram ao passar entre os carros, devido aos retrovisores largos e baixos, além do calor do motor, que não é extremo, mas incomoda com a moto parada.

Outra estranheza é ao fazer curvas… Ela exige muito mais trabalho com o corpo que as outras motos que pude testar até hoje. Talvez devido ao guidão bastante baixo e próximo ao corpo, ao fazer o contra-esterço, ela “pede” que o tronco a acompanhe para a parte mais interna da curva ao invés de conduzí-lo até lá. É difícil de explicar com palavras, mas é de longe a moto mais “interativa” que já testei até hoje e não é para preguiçosos! J O ponto negativo do guidão foi que comecei a sentir os braços após poucos quilômetros, mas nada que algumas horas a mais de academia e o costume não resolvam.

Mas o ponto que mais gostei na moto foram os freios. Fortíssimos e com pegada extremamente macia! Dá pra frear com apenas dois dedos no manete tranquilamente, principalmente com tranquilidade proporcionada pelo ABS (que não chegou a atuar em nenhum momento no meu curto passeio). Ponto merecido para a Brembo!

Resumindo: Diferente da forma como a empresa a vende, não enxergo essa como uma moto para o trânsito urbano (pelo menos não no Brasil). Como já mencionei, é extremamente compacta e leve, mas por outro lado, o aquecimento, retrovisores largos e mau humor em baixa a comprometem. Por outro lado, se a intenção é fazer passeios curtos em estradas sinuosas se divertindo MUITO no processo, não consigo pensar em melhor opção que essa.

De qualquer forma, adorei o temperamento do motor italiano e se fosse trocar de moto nesse momento, minha primeira opção seria Ducati, mas mais estradeira.

Próximo post: Impressões britânicas (quem sabe?)

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Passou da hora…

Depois de quase nove meses juntos, uso diário e quase 15.000km rodados, já passou da hora de fazer um review da motoca “nova”. Como não entendo absolutamente nada das questões técnicas, vou me ater às minhas impressões.

Para quem está chegando agora, a moto é uma Bandit 650S 2009 comprada em 21 de dezembro de 2012 para substituir minha guerreira Fazer 250 2008, com a qual rodei quase 65.000km.

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Essa se foi

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Essa a substituiu

PORTE

Por usar a moto no dia a dia a caminho do trabalho, queria algo compacto para não ficar preso nos corredores de Sampa. E se tem algo que a Bandit NÃO é, é compacta!

No entanto, é mais estreita do que parece e desde que permaneça em uma mesma faixa do corredor, sem “costurar”, ela vai muito bem.  Além disso, apesar de longo, o caminho da minha casa até o trabalho tem apenas 3 vias, todas com corredores largos, então não tenho grandes problemas com isso.

O tamanho imenso (para os meus padrões e em relação ao que eu queria) também tem suas vantagens: impõe certo respeito no trânsito e resulta em um conforto acima da média, o que é uma alegria na estrada!

E já que não dá pra reduzir o tamanho, resolvi me aproveitar dessa característica e torná-la maior ainda com um bauleto grandão!!!

DSEMPENHO

Depois de passar por vários sustos com a Fazer, moto que por bons anos julgava suficiente para a estrada, quando iniciei minhas buscas por uma moto nova, o objetivo era ter uma boa reserva de potência para me livrar de qualquer apuro causado por outros motoristas. E sobre isso, posso afirmar com a mais absoluta certeza: A potência da moto é mais que suficiente e muito mais do que preciso. Nas duas ou três vezes que a acelerei pra valer e vi o velocímetro subir extremamente rápido, percebi que ainda não estou preparado para usar tudo o que o motor tem a oferecer. Além disso, nunca quis uma tetracilíndrica pelos diversos relatos de que elas eram “mancas” em baixa… Não andei em outras, então não posso afirmar com certeza, mas considero o torque da Bandida também mais do que suficiente para uso normal. Engato a sexta marcha a mais ou menos aos 60km/h e com uma virada no acelerador ela acorda e se livra de qualquer problema que estiver por perto, sem precisar reduzir as marchas. Talvez alguém que esteja mais acostumado com motos maiores pense diferente, mas por ser minha primeira moto média, estou bastante satisfeito.

CICLÍSTICA

Outra reclamação sobre a qual li muito e que me fez nunca cogitar ter uma Bandit era o quadro de aço, pesado e não muito preciso nas curvas. Depois de andar na moto, aprendi a lição de que nada é mais importante do que testar por si mesmo uma moto. A opinião dos outros ou da imprensa pode até servir de parâmetro, mas nunca definir a compra. Sim, a moto é muito pesada, a ponto de não conseguir coloca-la no cavalete central se ela estiver em linha reta, mas a altura do solo é menor do que na Fazer e com isso, ela acaba sendo mais fácil de manobrar parada. Quanto à precisão nas curvas, também não senti grandes dificuldades. Ela não faz as curvas tão nos trilhos quanto a pequena que se foi, mas acredito que é mais pelo tamanho e falta de costume, pois ainda não tive a chance de fazer muitas curvas com ela. Ainda bem que isso muda na próxima semana!

FREIOS

Isso é algo que realmente não gostei… Não são terríveis, mas não consigo frear o dianteiro com dois dedos como gostaria e o traseiro achei muito fraco. Vou trocar as pastilhas e o fluido para ver se melhora.

MANUTENÇÃO

Dica para aqueles que como eu fiz estão partindo para a primeira moto média/ grande: Muito cuidado com esse aspecto! A melhor solução pra não gastar uma quantidade imensa de dinheiro com isso:

–              Manter a parte preventiva sempre em ordem, evitando o desgaste prematuro das peças;

–              Conhecer um mecânico que saiba o que está fazendo, pra não ficar na mão das concessionárias Suzuki;

–              Cartão de crédito internacional, dá pra conseguir peças no exterior pela metade do preço em que são vendidas no Brasil, mesmo com frete alto e dólar valorizado.

Não me atentei para isso tanto quanto deveria… Por ter comprado uma moto usada, tive que trocar algumas peças rapidamente e nas lojas mais baratas que encontrei na General Osório (novas e originais ou paralelas de procedência obviamente) custaram em média o triplo do que custavam as peças da Fazer na concessionária. Nunca caí com a moto, mas um “abençoado” a derrubou uma vez, o que acabou me custando um manete novo. Preço na concessionária: 10 vezes o preço do manete da Fazer! Espero continuar sem cair pra não precisar saber o preço das outras peças!

CONSUMO

Esse é um ponto que me deixou muito feliz!!! Meu objetivo era ter uma moto que fizesse 18km/l no meu ritmo tiozão, onde dificilmente passo dos 5000rpm. No início era realmente essa a média que ela fazia. Mas a medida que os meses passaram, o consumo só foi melhorando. Em uma semana, cheguei a fazer uma média de 25,4km/l! Ninguém acredita quando eu digo!!! Não consegui uma nova média como essa, mas para ilustrar melhor esse ponto, de 29/07 até hoje, ela fez uma 23,8km/l. Por falar em consumo, para evitar erros nas medições, registro os abastecimentos em um programinha bem legal para o Android, que é o CTN Auto e ele calcula as médias para mim. Mas isso é assunto para um próximo review.

 

ACABAMENTO

É uma moto bastante simples se colocada lado a lado com suas concorrentes, mas o acabamento não deixa a desejar. Minhas únicas reclamações a esse respeito são em relação ao encaixe do tanque, que deixa um vão em relação ao quadro e dá a impressão que não está bem encaixado e ao tamanho e peso absurdos da ponteira do escapamento. Não quero colocar uma esportiva por gostar do silêncio da original, mas já tive alguns problemas com ela (já queimou calçado de garupa, derrubou cone de pedágio…)

ACESSÓRIOS

Gastei muito dinheiro com isso na moto anterior e pouco usei boa parte deles, então prometi a mim mesmo não gastar tanto com essa, investindo principalmente em acessórios que pudesse transferir para uma próxima. E até agora tenho tido sucesso nessa estratégia. Até o momento, ela ganhou um Bauleto Givi V47NT, um GPS Garmin Zumo 350LM e estão para ser instalados um carregador 12v/ USB e um suporte de guidão para o celular. Para uma grande viagem que pretendo fazer em um futuro não muito distante, estou avaliando se coloco bauletos laterais ou alforges (minha preocupação com esses últimos é encostarem naquela bazuca que a Suzuki chama de escapamento) e uma bolha mais alta. Não vou entrar em muitos detalhes em relação a eles, pois pretendo fazer reviews curtos separadamente em breve, junto a outros equipamentos que tenho comprado para me preparar para essa viagem.

RESUMINDO…

No geral, gostei muito da moto. Não é a italiana nervosa que eu procurava, mas para uma escolha racional, é ótima. Também foi uma escolha útil para ajudar a moldar minhas preferências a medida que vou ganhando experiência com motos. Já decidi que a próxima será uma europeia nervosa, mas sem abrir mão do conforto.

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A saga do crédito – Parte 2

Apenas para fechar esse capítulo da vida, uma breve descrição do final da saga do crédito iniciada recentemente:

 

Como esperado, o vendedor da loja onde eu pretendia realizar o sonho me ignorou totalmente, provavelmente por eu ter tido o crédito negado mais uma vez. Fico imaginando o que deve se passar na cabeça de um sujeito como esse: talvez pelo fato de não ter conseguido aprovação, sou pobre demais para que ele dispense um pouco da sua preciosa atenção com um atendimento ao menos decente?

Enfim, o sonho foi adiado, mas continuei determinado a trocar a companheira de viagens por uma mais adequada.

Depois de um curto período considerando a troca por outra moto de mesma cilindrada, com a qual continuaria passando por alguns apuros na estrada, continuei minhas buscas, dessa vez movido mais pela razão do que pela emoção. Encontrei diversas opções, com valor de venda maior do que a que eu tinha interesse desde o início e acabei filtrando as várias opções até chegar a 3 lojas, quando iniciei novamente os contatos. Na primeira, recusaram minha moto como entrada de forma mal educada sem nem mesmo vê-la. A segunda a aceitou, mas o crédito não foi aprovado e a partir desse momento, fui tratado com a mesma indiferença da loja onde iniciei a saga. Perguntei se poderia tentar utilizar o crédito que já tinha pré-aprovado com meu banco e o vendedor nem mesmo se deu ao luxo de responder se trabalhava com ele.

Conversando com os amigos durante a saga, chegamos a conclusão que os vendedores de motos por São Paulo a fora devem estar todos ricos… Impressionante o atendimento PORCO que prestam!!!

Por fim tentei a terceira loja, que não era minha prioridade por não ser de São Paulo. Tive um excelente atendimento inicial e novamente submeti o crédito para aprovação, já sem esperanças… Até que no dia seguinte, recebo uma ligação do vendedor informando que foi aprovado! Fiquei feliz, mas ao mesmo tempo intrigado. O financiamento seria de uma moto por volta de 25% mais cara que a que pretendia comprar inicialmente e com isso, as parcelas seriam bem maiores (ainda sim possíveis de pagar) e mesmo assim fui aprovado? Isso demonstra mais uma vez a total falta de critério e regulamentação dos bancos financiadores. Sem contar a falta de transparência, uma vez que nunca soube o motivo da não aprovação nas tentativas anteriores, resta saber se foi por falta de informações da financeira ou por falta de vontade de trabalhar dos vendedores que me atenderam.

Terminada a ridícula luta pelo financiamento, eu mal sabia que teria outra pela frente, dessa vez com o Detran. Mas antes de entrar nessa história, uma pequena volta ao passado:

Ao comprar a Fazer, que foi o primeiro veículo que tive em meu nome, pedi que toda a documentação fosse feita na concessionária, uma vez que não sabia e nem tinha tempo para lidar com todas as burocracias do Detran. Toda a documentação saiu corretamente quando eu a comprei e foi renovada normalmente desde então. No entanto, em 2010 eu solicitei pela primeira vez o recebimento da documentação de licenciamento pelo correio e depois de algum tempo, ela parecia não chegar. Fui ao Detran, onde fui tratado como um animal (tratamento padrão do órgão) e recebi a informação que a postagem havia ocorrido. Com o número de rastreio em mãos, fui até a agência dos correios atrás do bendito documento e lá tive a informação que a entrega havia sido feita normalmente no condomínio onde moro. Voltei até o condomínio e depois de alguma discussão, me mostraram o registro de recebimento de correspondências, onde estava registrado o recebimento do documento com a minha assinatura (?!?!?!?). Resumindo, eu esqueci que havia recebido e como guardava os documentos de todos os anos, acabei confundindo os daquele ano com os anteriores. Para evitar novas confusões, joguei todos fora, mantendo apenas os do ano corrente.

Voltando ao presente, combinamos a compra, onde minha moto seria dada como entrada e o restante seria financiado. Questionei sobre a documentação que precisaria levar para deixá-la como entrada e me foi passada a relação. Foi quando percebi que não encontrava o CRV da moto para fazer a “venda” de forma alguma! Comecei a puxar pela mente e me dei conta de que quando joguei os documentos antigos da moto no lixo, ele foi jogado também!!! Burrice minha? Na verdade não, pela minha inexperiência com esse tipo de documentação, não sabia que havia diferença entre CRV e CRLV, acreditava que apenas o último, de porte obrigatório, era necessário para registrar a propriedade do veículo…

E a troca ia por água abaixo novamente…

Mas mais uma vez, decidi não desistir. Fiz toda a maldita burocracia com cartório, duas visitas ao posto avançado do Detran, onde surpreendentemente não fui tratado como um animal, além de vistoria na moto, onde não foi vistoriado absolutamente nada, tudo isso embaixo de chuva. E enfim, uma semana depois, consigo o documento que poderia ter sido impresso e entregue na hora.

Resolvida toda a burocracia, parecia que finalmente conseguiria fazer a troca… E CONSEGUI! :)

Ontem foi dia de deixar a Fazer, que me trouxe tantas alegrias durante esses anos todos, e pegar a nova companheira, que espero que continue trazendo muitas outras:

Como afirmei no início, não é a realização do sonho, que continua sendo de uma italiana mais ‘apimentada”. Diferente da maioria, motores “four” nunca me encheram os olhos. Mas pelo pouco que rodei, já consegui notar que foi uma escolha racional. É uma ótima moto e vai me atender muito bem até a realização do sonho adiado em alguns anos. Um final diferente do esperado, mas feliz!

Crio um novo post com impressões assim que estiver mais familiarizado com a moto, o que vai acontecer muito em breve, já que faremos nossa primeira viagem longa juntos na semana que vem.

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A saga do crédito

Estou devendo vários posts sobre divagações e passeios de moto, mas o assunto de hoje é economia! Não se assustem, continuem lendo…

 

Quando comprei minha primeira e atual moto no final de 2008, havia acabado de estourar a pior crise na economia global na história recente (a “marolinha” que que todos sentiram e sentem até hoje, não importa o que o governo tente nos fazer acreditar). Estava totalmente quebrado mas precisava dela naquele momento pois não estava conseguindo chegar na faculdade usando o transporte público. Estava formada a receita dos sonhos de qualquer banqueiro: financiei em 48x sem entrada aos juros estratosféricos da época, paguei literalmente duas motos e levei uma.

 

No fim, a “marolinha” pegou a família de jeito, tive que largar os estudos e ficou apenas o carnê para pagar e a moto sem uso. Isso foi ruim e ao mesmo tempo, uma das melhores coisas que já me aconteceu: Não fosse por isso, jamais teria feito meu primeiro passeio de moto, que levou ao segundo, ao terceiro… E com isso, hoje posso dizer que conheci lugares que jamais sonhei conhecer e pessoas que se tornaram grandes e verdadeiros amigos.

 

Enfim, voltando a saga:

 

No mês passado, quitei o carnê e com uma viagem de final de ano marcada por um trajeto bastante longo e quase totalmente reto (leia-se: chato), resolvi começar a pesquisar uma possível troca de moto. Depois de bastante procura, achei a tal: potência adequada para viajar sem tédio, pouco rodada, ignorada pelos amigos do alheio, por um preço que cabe no bolso e acima de tudo, linda e cheia de personalidade! Fui visitá-la no sábado passado e não encontrei defeito algum na moto: É com ela que passarei os próximos anos! – Pensei comigo mesmo.

 

Aceitaram minha moto como entrada razoável e as parcelas caberiam no bolso tranquilamente, mesmo com um prazo menor que os enormes 48 meses do último financiamento. Encaminhei para aprovação e o vendedor ficou de me retornar na segunda-feira.

 

Na data combinada, aguardo ansiosamente a ligação, que nunca veio. Entrei em contato no final do dia e tive a informação que meu financiamento não havia sido aprovado, mas não era possível saber o motivo uma vez que o vendedor que me atendeu não estava na loja.

Fiquei intrigado e efetuei uma consulta do meu nome ao Serasa, uma vez que tive um problema com o cartão de crédito a alguns meses, onde informaram que haviam protestado uma fatura que foi paga na data correta. No entanto, não havia pendência alguma e inclusive descobri que tenho uma pontuação de crédito excelente. Retornei no dia seguinte e consegui falar com o vendedor, que me disse a resposta da financeira:

 

SEU CADASTRO É MUITO NOVO…

 

Que diabos quer dizer isso??? Ter quase 10 anos de carteira assinada e movimentação bancária não é o suficiente para aprovarem meu crédito? E o fato de nunca na vida ter deixado de pagar conta alguma em dia (inclusive o financiamento mencionado acima)? Me senti humilhado e desrespeitado!

 

Entendo que a inadimplência está grande, afinal praticamente não havia critério para a concessão de financiamentos até pouco tempo, mas não o fato da financeira não ter instrumentos adequados para medir corretamente o risco de concedê-los, uma vez que já me concederam em um momento muito pior da economia, onde eu ganhava menos da metade do que ganho hoje e a parcela paga tinha o valor de quase metade do meu salário. Não consigo entender como é possível aprovar um financiamento para alguém nas condições em que eu estava sem entrada alguma e negar para alguém que pretende pagar 30% no ato e parcelar em menos tempo… Talvez o problema seja com essa última parte, afinal vou dar lucro por um ano a menos e as taxas de juros serão menores.

 

Enfim, para testar essa teoria, pedi para o vendedor tentar aprovar o financiamento em um prazo maior. Obviamente, não assinarei o contrato mesmo que seja aprovado.

 

Mas o sonho não acabou, antes de começar a escrever esse texto, encontrei uma outra forma de realiza-lo. Só preciso confirmar se vai funcionar antes de escrever a respeito.

 

Próximos capítulos em breve (e um final feliz, espero eu).

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Xing-Ling Report!

Bom, estou meio devagar nos passeios memoráveis, mas como o blog também é para as divagações, resolvi escrever para não deixa-lo parado por tanto tempo.

A boa notícia é que ontem testei minha primeira xing-ling. E a noticia melhor é que não era minha!!!

A moto é uma Traxx Joto 125 2012 com 700km rodados, com a qual rodei alguns quilômetros e a observei por mais alguns.

Seguem minhas impressões:

Ao montar na moto, notei de imediato duas coisas, uma boa e outra ruim: A boa foi que o nível de vibração não é alto. Não tem a suavidade da Factor, mas também não chega perto da aspereza da Yes. Além disso, o motor é relativamente esperto para a cilindrada, desde que a moto seja pilotada com um pouco mais de “peso nas mãos”, o que não estou acostumado por nunca ter tido uma 125cc. Alcancei 92km/h (aferidos no GPS) sem forçar a barra uma vez que a moto ainda está no período de amaciamento e na volta, o proprietário chegou a 100km/h na descida, o que considero uma marca respeitável. O que percebi de ruim inicialmente foi a ergonomia. As pernas não se encaixavam no tanque como deveriam, os semi-guidões, apesar do visual relativamente agradável, são desconfortáveis de se alcançar, alguns dos comandos do punho estão em posição difícil de alcançar com o dedão…
E daí pra frente, infelizmente foi ladeira abaixo: Os plásticos das carenagens tem tonalidade diferente das partes metálicas, o que torna o visual já não muito bom ainda pior, para usar a partida no pedal, o piloto precisa recolher a pedaleira do lado direito em uma solução claramente chinesa (ia escrever lusitana, mas seria um desrespeito aos nossos colonizadores), os piscas ao serem acionados passam um tempo acesos antes de efetivamente começarem a piscar, o espaço livre muito pequeno entre a parte mais baixa da moto e o chão chegou a parecer perigoso e por aí vai.
Mas um ponto merece destaque, pois acredito ser o motivo pelo qual as pequenas chinesas tem indicador de marchas: O câmbio não tem o menor tato! Não é possível sentir que a marcha subiu ou desceu ao mover a alavanca, só olhando no painel pra ter certeza que mudou mesmo.

No mais, alguns outros problemas que parecem contornáveis:

– A moto simplesmente se recusava a andar em linha reta, com direção bastante dura.
– Fraqueza ao dar a partida: Hoje tive a notícia que a bateria arriou. Provavelmente problema com o retificador.
– Total falta de confiança nas curvas: Aparentemente, culpa do pneu Rinaldi de composto muito rígido.
– Conta giros maluco, subindo e descendo sem mais nem menos.

Mesmo com tantos comentários negativos, a moto é recomendada!!!

Não necessariamente para malucos ou masoquistas com tendências suicidas, mas para aqueles que sabem um pouco de mecânica para fazer os ajustes possíveis, além de corrigir os diversos problemas de montagem (culpa dos brasileiros que montaram e não dos chineses que construíram) e pretendem usá-la apenas para pequenos deslocamentos na cidade.
E o principal motivo da recomendação é um simples número:

R$ 3.700,00

É o preço de uma CG velha que vai ter vários dos mesmos problemas e mais alguns!

Enquanto a Traxx mantiver o preço, acredito que vale a pena arriscar. Com treinamento mais adequado para a montagem , daria até para considera-la uma moto honesta.

E por hoje é só!

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Finalmente a primeira viagem documentada! Trindade/ Paraty – 26 e 27/11/2011

Ou pode chamar de “A Viagem que não era pra ser, mas foi e foi demais”

Depois de um ano extremamente conturbado no que diz respeito a viagens de moto, onde tive um sério problema que me impediu de fazer a única relativamente longa que havia planejado para Santa Catarina e prejudicou todas as outras mais curtas que poderiam ter ocorrido, sendo que a única que insisti em fazer ainda me rendeu uma bela multa, para não deixar o ano passar em branco, decidi visitar um lugar que não pode faltar na lista pelo menos uma vez ao ano desde que comecei a andar de moto: Paraty/ Trindade.

Chuvas e adiamentos pareciam levar o plano por água abaixo, mas resistimos e ficou acordado com o amigo Neumar (http://neumar.blogspot.com) que a viagem ocorreria, faça chuva ou sol, no final de semana de 26 e 27 de novembro, logo antes do início da temporada de férias. Ele teria um tempo livre antes, então sairia na sexta-feira e eu no sábado, e nos encontraríamos por lá.

Com a data marcada e sem a menor vontade de acampar, partimos para a reserva de pousadas em Trindade. O valor da primeira consultada estava totalmente fora do orçamento e na segunda ele conseguiu sua reserva, mas tentei ligar algumas vezes e não consegui contato. Nisso, enviei um e-mail perguntando os valores da diária, a disponibilidade e fui respondido na sexta-feira às 11:30 da noite com a simples informação: CONSULTE O SITE DA POUSADA. Obviamente, esse tipo de informação não estava lá, por isso eu havia mandado o e-mail em primeiro lugar! Atendimento ao cliente nota 10! [/modo irônico] Se um dia forem para aqueles lados, evitem a Pousada do Cambucá, ainda tive a felicidade de saber depois que além de mais cara, o quarto onde fiquei era melhor🙂. Devido ao horário, resolvi partir sem reserva, afinal, o máximo que aconteceria seria dormir na rua, o que não é nada de outro mundo em um lugar como esse.

Dia 1

Às 6:00 da manhã em ponto do sábado, iniciei o trajeto, que seria pela Via Anchieta, Rod. Con. Domenico Rangoni e finalmente a incrível Rio-Santos até o destino, até que ainda na Anchieta, na região do Riacho Grande, me deparei com um lindo nascer do sol que refletia na represa. Resolvi parar no acostamento para tirar uma foto, o que se mostrou uma péssima idéia logo adiante, pois além de não ter conseguido um bom ângulo, uma vez que as grades que separam as pistas acabaram obstruindo a visão da represa, a medida que me aproximava da descida da serra, comecei a perceber que a moto se comportava de forma estranha. Quando comecei a descer, notei o motivo: Pneu furado! Por ser sem câmara, acabei não notando de imediato. A moto carregada acelerava o processo de esvaziamento, então parei imediatamente na primeira área de escape que encontrei, entrei na internet com o celular para encontrar o telefone da concessionária responsável e solicitei o resgate.

Foto fatídica

Resultado da foto

Com o tempo que estava perdendo em uma viagem relativamente longa para um único final de semana como essa, comecei a pensar que a viagem tinha terminado ali, o que piorou quando o resgate chegou (nota 10 de verdade pra eles por sinal, bastante atenciosos e levaram menos tempo pra chegar do que eu esperava), pois devido ao tamanho do furo, não era possível encher novamente o pneu para que eu seguisse até o borracheiro no final da serra. Foi preciso colocar a moto no caminhão e retornar 12 quilômetros até a borracharia mais próxima, que devido ao horário, ainda poderia estar fechada. Felizmente não estava, foi feito o remendo com o famoso “macarrãozinho”, no qual não confiava nem um pouco e depois de uma hora e meia de viagem perdidos, resolvi retomá-la. Desci a serra bastante desconfiado com o remendo e quando cheguei na metade dela, havia um acidente entre dois caminhões que interditou a descida. Trafegando entre os carros (e dando graças a Deus por ter deixado os baús laterais em casa, senão não passaria!!!) consegui chegar ao início da interdição exatamente no momento em que a estrada foi liberada. Mais um susto em Cubatão, quando uma motorista entrou na faixa da esquerda onde eu estava sem sinalizar e sem olhar no retrovisor, mas depois disso, a viagem correu de forma tranquila através da belíssima paisagem e o aumento de confiança no pneu até permitiu algumas brincadeiras no caminho (os limitadores das pedaleiras e os raspadores das botas é que não gostaram nada disso).

Minha pequena admirando a paisagem

E que paisagem!!!

7 horas depois, o que é uma ótima média devido ao problema com o pneu, chego a Trindade que felizmente não estava cheia e iniciei a busca por uma pousada. Por sorte, a primeira onde parei tinha vagas e um preço pagável. Era a Pousada Céu e Mar (ou qualquer coisa do tipo), por R$ 80,00 a diária, sem café da manhã. Para quem procura algo simples e agradável, é recomendada. Já hospedado e livre da toda a parafernália de segurança, após a chegada do Neumar, que a pouco havia voltado de um passeio pelo famigerado trecho entre Paraty e Cunha da Estrada Real, que eu não quis encarar por não ter moto adequada para isso (por enquanto), almoçamos um ótimo bobó de camarão em frente a Praia dos Ranchos admirando as belezas naturais (humanas também! rs) e andamos pelas trilhas bastante cansativas para sedentários como nós, que levam às praias do Meio e do Cachadaço, seguindo até a piscina natural dessa última. Na volta, mais algumas paradas para fotos e a noite curtimos um pouco de álcool, que pra mim é raro, e ótima música ao vivo em um barzinho da vila.

Belo lugar para almoçar

Visão da trilha

Último destino a frente (sem fotos)

Dia 2

Eu estava meio em dúvida sobre seguir por um caminho diferente na volta, o que aumentaria bastante a quilometragem mas teria boas paisagens para ver, então para não ir embora muito tarde, às 9:00 da manhã seguimos para Paraty, onde demos uma volta pelo centro histórico, compramos souvenires e almoçamos em um restaurante italiano bastante agradável. Só não sei se a comida típica era boa, comemos peixe! rs

Recém-chegados

Ruas do centro histórico

Ótimo restaurante

Rio Perequê-Açu

A uma da tarde, chegou minha hora de partir, enquanto o Neumar iria mais tarde. Apenas quando comecei a me vestir com toda a parafernália de novo decidi que seguiria pelo caminho mais longo e desconhecido pra mim. Quando montei o trajeto pelo Google Maps em casa, anotei os nomes das cidades e as trouxe para marcar no GPS durante o caminho, já que ele não entenderia se eu informasse apenas o destino.

1º Destino – Usina Nuclear Angra II

Saindo de Paraty, segui direto pela Rio-Santos, que tinha vários trechos em obras e um deles sem asfalto, com o objetivo de tirar algumas fotos externas da usina nuclear. Objetivo cumprido, mas a grandiosidade do lugar aliada a chuva que começava me levou a entrar, exatamente no momento em que ocorria uma apresentação para turistas. Infelizmente o tempo estava curto, então apenas tirei algumas fotos no centro de visitantes, ouvi um pouco da apresentação e quando os turistas seguiram em frente, eu saí para seguir viagem com chuva mesmo, afinal eu não sabia o que me esperava pela frente.

Usina

Maquete da usina

Maquete do reator

2º Destino – Rio Claro/ RJ

Sobre esse destino, cabe um comentário extra. Estava indo de carro ao Rio de Janeiro com meu pai há uns meses e perguntei para ele, que é da capital, se ele já havia descido a Serra da Bocaina seguindo no sentido da Usina. Ele me respondeu que fazia esse caminho com meu avô quando era adolescente para buscar feijão (não tinha feijão no Rio de Janeiro???), que na época a estrada era de paralelepípedos e tinha uma bela paisagem.

Nunca tinha andado em uma serra de paralelepípedos e tive uma tentativa de ir para Morretes no Paraná e descer a serra da Graciosa no início do ano frustrada, então tinha a esperança que ainda veria algo do tipo seguindo por esse caminho (detalhe: meu pai tem quase 70 anos, não sei onde eu estava com a cabeça ao pensar que ainda estaria dessa forma! rs).

Seguindo um pouco a frente pela Rio-Santos após a Usina, saí para a RJ-155, pela qual subiria a serra, quando por sorte a chuva também parou de cair. Obviamente ela já não era de paralelepípedos, mas uma placa logo no início já me colocou um sorriso no rosto:

PISTA ESTREITA E MUITO SINUOSA NOS PRÓXIMOS 72KM

Infelizmente não tirei foto da placa, mas é exatamente o tipo de pista onde gosto de andar e ainda por cima, lembrava um pouco o caminho para a vila de Visconde de Mauá, visitada um ano antes, mas com asfalto perfeito ao invés de terra batida. Iniciei a subida com um sorriso pelo incrível traçado e pela maravilhosa paisagem, quando depois de um tempo vejo uma placa informando que deveria utilizar a luz baixa no túnel que se aproximava. Já pensei que iria ser algo como a odiosa Imigrantes, com seus túneis impedindo de se ver qualquer coisa da linda Serra do Mar, mas fiquei totalmente surpreso quando cheguei: Era um túnel cravado na pedra da montanha, sem revestimento ou iluminação! Nunca tinha visto nada igual, era como uma caverna artificial!!! E com piso de paralelepípedo, rsrs Na surpresa, acabei não parando para registrar a incrível visão (já a sensação de passar por ele sem enxergar absolutamente nada, com farol alto ou baixo não tem como registrar), mas não cometi o mesmo erro no segundo. Parei no meio da pista para fotografar, não podia perder aquilo de novo!

Daí pra frente, passei por mais um túnel, o traçado da estrada continuou perfeito mas passou por algumas pequenas cidades, o que prejudicou um pouco o visual no final. Passada essa experiência incrível (talvez normal para quem viva mais perto da natureza, mas incrível pra mim), era hora de seguir para o próximo destino.

Estrada da alegria!

Prenúncio da alegria!

Mais alegria pela frente!

Foi como pilotar vendado...

Alegrias passadas!

3º Destino – Pouso Sêco

Saindo da RJ-155 antes que ela seguisse para Volta Redonda, peguei a RJ-139, com destino a Pouso Sêco. A mudança foi do vinho para a água. O asfalto se deteriorou muito e depois simplesmente desapareceu, voltando ainda pior até o vilarejo, totalmente sem atrativos.

4º Destino – Rodovia dos Tropeiros (Bananal, Arapeí, São José do Barreiro, Silveiras)

Impressionante como sempre que cruzamos a divisa com SP em qualquer lugar, o asfalto sempre melhora ou aparece!. Após cruzar essa divisa e seguir em direção a Bananal pela Rodovia dos Tropeiros, isso foi verdade por um tempo, no entanto, o matagal cobrindo totalmente o acostamento e lentamente invadindo (ou retomando dos homens) a pista mostra o total abandono da estrada e o asfalto também piorava muito em alguns trechos. Chegando na pequena e histórica cidade, notei algo que não fazia a menor idéia…. A Rodovia dos Tropeiros faz parte da Estrada Real! Mais um motivo para ser melhor cuidada pelo DER, pois esse supostamente deveria ser um roteiro turístico. Seguindo em frente, percebi que o governo estadual parece estar começando a olhar para essa região, pois alguns trechos da estrada estão com obras em andamento e totalmente sem asfalto, o que é melhor do que o asfalto em que andei! Mantinha cerca de 40 a 60km/h no asfalto e 80 na terra em alguns momentos!!! Além disso, as cidades estão ganhando portais de entrada e saída.

No mais, cidadezinhas bem agradáveis, acredito que no futuro poderá ser um bom roteiro turístico e cultural. Outra coisa que observei é que quando eu passava, totalmente equipado e com a moto carregada em pleno domingo a tarde, as pouquíssimas pessoas na rua me olhavam como um extraterrestre! rs Coisas de cidade do interior…

Cadê o asfalto???

Entrando em SP

Estrada que vai do céu ao inferno em minutos

Portal de Areias em construção

Registrando o local

5º Destino – Acompanhando o Paraíba (Cruzeiro, Cachoeira Paulista)

Ao se encontrar com a Dutra, termina a Rodovia dos Tropeiros, quando peguei a SP-052 em direção a Cruzeiro, para ver mais de perto o Rio Paraíba do Sul, que costumava ver apenas de longe quando passava pela Dutra a caminho do RJ. Acompanhei o rio por algum tempo na agradável cidade e segui para Cachoeira Paulista. Ao entrar nesta, quando passava pela ponte sobre o rio, noto uma linha de pipa chegando na região da bolha da moto, que a direcionaria exatamente para o meu pescoço! Juntei nos freios e gelei, a antena corta-cerol estava abaixada!!! Por sorte, os moleques que estavam soltando pipa conseguiram baixar a linha a tempo de eu passar. O que não entendo é o que leva esses infelizes a soltar pipa às margens da rodovia em pleno interior, onde não faltam espaços abertos para esse tipo de coisa!!! Fiz uma parada no acostamento logo depois pro sangue voltar a circular, cheguei a pensar em voltar pra tirar satisfações, afinal não eram tão moleques assim, mas decidi seguir em frente pra não estragar a viagem…

Só mais uma estrada do interior

Chegando a Cruzeiro

Cruzando o Paraíba

Ponte sobre o Paraíba (Cruzeiro)

6º Destino – CASA!!!

Passei rapidamente por Cachoeira Paulista, que já começa a perder o charme de cidade do interior por ser grande demais e comecei a seguir a caminho da Dutra, onde apertei o ritmo no sentido de Sampa. 3 pedágios, uma parada, um congestionamento e uma chuva torrencial depois, sem botas os luvas impermeáveis, e eu estava em casa feliz da vida!

Última parada

Dutra!!!

Resumo da ópera:

7 horas de estrada para ir, 9 horas para voltar, 2 riscos de morte, pouco mais de 900km rodados no total e faria tudo de novo no dia seguinte se pudesse!!!

Não contabilizei consumo da moto, que alcançou os 40.000km rodados nessa viagem mas os gastos totais foram (sem economias desnecessárias, afinal a viagem foi para divertir e desestressar, não para ficar contando moedas!):

– R$ 80,00 em hospedagem
– Por volta de R$ 110,00 em alimentação e bebidas
– R$ 15,00 no souvenir (achei caro!)
– R$ 150,00 em combustível e 3 pedágios (apenas na Dutra) e sobrou pouco mais de meio tanque quando cheguei, então poderia retirar por volta de R$ 25,00 dessa conta

Combustível mais caro: 3,139 Gasolina Ipiranga comum em Paraty
Combustível mais barato: 2,639 Gasolina BR aditivada no Graal mais próximo a Cachoeira Paulista

Velocidade extremamente variável, desde 130km/h na ida, já na parte mais reta da Rio-Santos na divisa SP/ RJ (não me condenem, estava com fome!!!) até 40km/h em trechos ruins da Rodovia dos Tropeiros na volta.

“Livro” concluído! Escrevo um novo na próxima viagem relevante, que espero que seja em breve!!!

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Novo projeto

Há uns meses atrás, estava conversando com o camarada Neumar sobre a criação de um blog onde relataríamos nossos passeios de moto. Seria meio que um guia de viagem voltado principalmente para aqueles que têm motos pequenas, onde iríamos para alguns destinos relativamente próximos a SP e documentaríamos nossas experiências.

Blog criado e pronto para começar, no entanto, alguns fatores de ambos os lados nos impediram de levar a idéia adiante. Ainda sim, mantive o blog aberto, pois poderia se mostrar útil para alguma coisa no futuro.

Parece que esse dia chegou.

Depois de praticamente um ano inteiro sem passeios e com vários planos de viagem frustrados por vários motivos, resolvermos marcar algo para não passar o ano em branco e com a recente aquisição pelo Neumar de uma moto um pouco mais apropriada para o off-road, veio o estalo:

Por que não vamos para o mesmo destino por caminhos diferentes, trocando nossas experiências no final e juntando nossos relatos em um blog único, sem limitação de distância dessa vez?

Ambos concordamos que a idéia pode se mostrar interessante e elaboramos as premissas:

– Partir sempre da mesma origem (um ponto a ser definido em SP, capital), seguindo cada um por seu caminho (não necessariamente sempre um on-road e um off-road)

– Ilustrar o máximo possível o passeio com fotos e vídeos

– Medir quilometragem percorrida e combustível gasto

– Na chegada, publicarmos nossas experiências em seus respectivos blogs, editarmos e juntarmos em um blog comum

– De tempos em tempos, fazermos uma viagem mais longa seguindo pelo mesmo trajeto

O destino já está de certa forma definido e a data também, falta apenas nomear o projeto e trabalhar no design do blog, entre outros detalhes menores.

Novidades em breve (mesmo!)

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Desabafo…

Quando tirei minha habilitação de categoria A, há cerca de 3 anos, e iniciei minha busca pela primeira moto e após vários meses de pesquisas, acabei chegando a três fóruns. Recomendei o primeiro para um amigo que já tinha moto, que se registrou e participou por algum tempo. Nesse meio tempo, comecei a ter dúvidas que ainda não haviam sido respondidas, então resolvi me cadastrar neles.

Com a compra da moto e meu interesse cada vez maior no assunto, comecei a participar com frequência cada vez maior de um deles em específico. Gostei bastante do ambiente do fórum e tanto dos usuários que, aliado a meus primeiros passeios de moto, resolvi marcar um para conhecer alguns pessoalmente. A adesão não foi das melhores, mas posso dizer que a qualidade de quem compareceu foi muito mais importante que a quantidade, pois fiz amigos que pretendo levar para o resto da vida, o que aumentou ainda mais meu interesse. Naquele primeiro ano, participava de passeios semanalmente, conheci lugares que nem fazia ideia da existência (alguns deles inesquecíveis por sinal) e fiquei sabendo de alguns atritos entre usuários, mas não me importei, afinal não me afetavam em nada.

Até que começaram a afetar…

No segundo ano, os passeios diminuíram, muitos usuários foram desaparecendo e uns poucos foram ganhando notoriedade, principalmente pelo fato de ficarem online praticamente 24/7 e não postarem nada de útil ou relevante para ninguém. Ao mesmo tempo, o moderador deixou o cargo por supostos motivos pessoais e foi substituído por um apoiador dos notórios. Aí desandou de vez! A moda se tornou a criação de tópicos em que uns homenageavam os outros (com o apoio da moderação!) e os passeios semanais se tornaram um único anual, o qual felizmente optei por não participar, pois fiquei sabendo que cometeram um extremo desrespeito com um dos colegas que ainda acreditava na índole dos organizadores.

Deixei de participar ativamente do fórum, mas ainda o lia: foi quando colocaram os últimos pregos no caixão, em meu terceiro ano. Um dos notórios se torna ”mediador”, o moderador passa a fechar qualquer tópico que mostra qualquer sinal de discussão ou divergência de opiniões, desde que não seja dos seus notórios protegidos e por fim, ocorre a expulsão de um usuário conhecido por muitos, mas não pela sua também conhecida falta de caráter, e sim por ter questionado o moderador após uma discussão, na qual foi apoiado pelo “mediador”, que coincidentemente resolveu se afastar do fórum por um tempo por motivos pessoais (mais um?).

Resultado: Desisti de esperar as coisas melhorarem e também abandonei o barco, depois de muitos outros. Panelinhas são inevitáveis, mas não podem de forma alguma serem apoiadas pelo moderador, que deve saber seu lugar. Além disso, acredito que discussões devem não só ser permitidas como incentivadas, desde que possuam argumentos convincentes e mantenham bom nível, afinal é para isso que um fórum serve prioritariamente.

Não vou revelar o nome do fórum aqui para evitar problemas, mas e bem fácil reconhece-lo. E quando reconhecerem, sugiro que o evitem.

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